Código de Ética & Conduta Profissional
ABRAPN — American Board of Psychoanalysts and Neuropsychoanalysts, Inc. • Florida, USA
Preâmbulo
A ABRAPN reconhece que o exercício da psicanálise e da neuropsicanálise exige formação técnica, maturidade emocional e compromisso com a dignidade humana. Este Código orienta a atuação clínica, acadêmica e institucional dos membros, unindo competência, espiritualidade e humanidade. Fé e razão não se opõem: a fé ilumina, a técnica orienta e o amor fundamenta.
1. Princípios que norteiam o analista ABRAPN
- Respeito incondicional pela vida e pela dignidade humana, sem julgamentos ou preconceitos.
- Humildade e escuta verdadeira: sustentar silêncios, acolher a dor e compreender o não-dito.
- Responsabilidade com a confiança: guardar segredos com reverência e zelo.
- Integridade e transparência em toda relação profissional e institucional.
- Fé com discernimento: o analista cristão pode falar de Deus quando for pertinente ao paciente, sempre com bom senso, sem imposição de crenças.
- Cuidado com a palavra: a palavra pode curar ou ferir; usá-la com prudência, empatia e verdade.
- Estudo contínuo: a formação é permanente; parar de estudar é parar de compreender.
2. O setting e o lugar do analista
- O setting é um espaço técnico de confiança e liberdade subjetiva, não um gabinete pastoral.
- Postura ética, neutra e acolhedora, com escuta qualificada, não conselhos pessoais.
- A fé não é excluída; é colocada em bom lugar: fonte de sentido, não de persuasão.
- A presença de Deus pode habitar o consultório; o analista permite que isso se manifeste pelo respeito, silêncio e escuta.
3. Sigilo e confidencialidade
- O sigilo é alicerce da confiança analítica; nada do que é ouvido deve ser exposto fora da sessão.
- Exceção apenas em risco real e iminente à vida ou por determinação legal, com prudência e responsabilidade.
- Ensino e pesquisa: anonimato absoluto em casos e relatos; remover dados identificáveis.
- O sigilo é também um gesto de amor e respeito à intimidade humana.
4. Limites e postura profissional
- Manter limites claros; relações afetivas, sexuais, financeiras ou de dependência com pacientes são incompatíveis com a função analítica.
- Não prometer cura nem apresentar-se como detentor da verdade.
- Buscar supervisão, pausa ou encaminhamento ao reconhecer limitações pessoais.
- Responsabilidade acima do ego: o analista é instrumento; precisa de autocuidado e autoconhecimento.
5. Conduta entre colegas e na comunidade
- Agir com lealdade, respeito e fraternidade entre pares.
- Repudiar concorrência desleal, plágio, difamação e desonestidade intelectual.
- Compartilhar conhecimento eleva a profissão; monopolizá-lo a empobrece.
- Honrar publicamente a ABRAPN; uso indevido do nome e selo constitui falta ética.
6. Supervisão e aperfeiçoamento
- Nenhum analista caminha sozinho: supervisão é parte do ofício.
- Participação contínua em grupos de estudo, estágios e eventos.
- Casos de trauma, abuso ou risco elevado: supervisão obrigatória.
- Humildade de aprender é sinal de maturidade profissional.
7. Fé, ciência e vocação
- A fé não se opõe à razão; sustenta a busca da verdade sobre o humano.
- O analista cristão é um instrumento de restauração: compaixão com técnica, mente e alma.
- Psicanálise, neuropsicanálise e espiritualidade podem convergir na responsabilidade pelo cuidado.
8. Disposições finais
- Leitura e aceite deste Código são condição de filiação e acreditação.
- Violação será analisada pela Comissão de Ética, com direito de defesa.
- Revisões poderão ocorrer; a versão vigente será publicada no site da ABRAPN.
“A psicanálise e a neuropsicanálise são caminhos de reencontro com o humano. O analista é guardião da alma:
escuta o que não foi dito, acolhe o que foi ferido e sustenta o que precisa nascer. A fé o guia, a técnica o orienta, e o amor o humaniza.”
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